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A palavra chacina 07/05/2013

Posted by Maria Elisa Porchat in A Língua Portuguesa Adequada, Atualidades, Radiojornalismo.
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porccoUm dia, na redação da Rádio Bandeirantes, surgiu a dúvida: a partir de quantos assassinatos devemos usar chacina, palavra infelizmente frequente nas reportagens policiais. A resposta não veio dos livros, mas da Delegacia de Investigação de Homicídios Múltiplos, onde o termo é usado, a partir de três homicídios no mesmo local e hora.

Os numerais multiplicativos, pouco usados na linguagem informal, também aparecem para a caracterização dos assassinatos: homicídio duplo, triplo, quádruplo. Quando o número de mortes é grande usa-se matança, massacre, extermínio ou carnificina.

Quanto aos livros, eles trazem que chacina, num primeiro sentido significa carne suína salgada e cortada em postas, provavelmente com origem no latim vulgar. Chacim é um sinônimo antigo de porco.

Chacinar é preparar e salgar a carne. O segundo significado é assassinar mutilando e por extensão, matar três pessoas ou mais de uma só vez. Há quem use de modo figurado, expressando analisar minuciosamente algo, como um texto, da ortografia ao estilo.

Cada palavra provoca em nós um sentimento diferente. No caso de chacina, pavor e repugnância.

De qualquer forma, todo verbete merece nossa atenção e interesse, pela história que carrega e por suas acepções, até mesmo quando definem atos hediondos que gostaríamos de ver riscados definitivamente dos noticiários.

 

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A superação do rádio 25/09/2012

Posted by Maria Elisa Porchat in Atualidades, Radiojornalismo.
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Um internauta me procurou para um trabalho de faculdade de jornalismo, que tinha como tema, o futuro do rádio. Ainda tem quem duvide da sobrevivência desse veículo, depois de tantas provas de adaptação e superação.  Nos anos 50, o rádio ficou realmente abalado com a chegada da poderosa televisão, que roubou a atenção das massas. Mas não levou muito tempo para o rádio correr atrás de fórmulas que explorassem as vantagens que tem como comunicador. Tanto no entretenimento quanto no jornalismo, firmou-se como o maior aliado do cidadão.

De uns anos para cá, temeu-se novamente sobre o destino do rádio, diante da internet e das constantes novidades da informática. E o rádio surpreendeu mais uma vez. Hoje ele tira proveito de todas as inovações, pra se modificar, se modernizar, para melhorar seu som, seu alcance e aumentar ainda mais seu poder de transmissão.  

Vamos considerar as mudanças no radiojornalismo. A tecnologia trouxe mais agilidade ao veículo que já era o mais rápido tanto na busca quanto na transmissão das notícias. A internet leva a programação radiofônica ao vivo para todos os cantos do mundo. As redes sociais aproximam ainda mais o ouvinte, que passou a participar de várias formas da programação. Quanto ao celular, é ferramenta importante na interação com o ouvinte e na rapidez com que o repórter traz a informação da rua. A edição de reportagens hoje é feita pelo próprio repórter de forma imediata, com o auxílio de programas especiais de computadores.  A tecnologia de transmissão acabou com o limite de alcance dos sinais sonoros.

O avanço tecnológico, portanto, não representa ameaça, mas riqueza de recursos que aperfeiçoam a comunicação radiofônica e ajudam o rádio a prestar serviços ao ouvinte. Nenhum veículo bate seu poder de resgate da cidadania.

O trunfo da informação ao vivo 17/06/2010

Posted by Maria Elisa Porchat in Radiojornalismo.
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Tudo o que acontece ao vivo no rádio é valorizado – a entrada do repórter, uma participação no estúdio ou uma cobertura inteira. Isso porque o trunfo do rádio é justamente o imediatismo da informação, que faz com que ele supere os outros veículos pela rapidez na transmissão das mensagens.

Para explorar bem essa vantagem, há várias formas de demonstrar que a transmissão é feita no momento exato em que o acontecimento se dá: o repórter diz a hora certa, repete a hora dada pelo apresentador no estúdio, ou mesmo registra dados paralelos ao fato principal, como o tempo, o trânsito e tudo o que der a cor local à notícia.  

Entretanto, com os avanços da tecnologia e a grande quantidade de informação a ser transmitida, a transmissão gravada ganha espaço, fazendo o rádio perder um pouco o seu charme, mas dando praticidade e em muitos casos, qualidade ao produto jornalístico.

O profissional só não pode é cair na tentação de fingir que é ao vivo um boletim gravado, usando recursos como gravar um diálogo com o apresentador do programa. Estratégias para simular participações ao vivo são sempre fadadas ao fracasso. Nesse caso, mais vale uma matéria assumidamente gravada, correta e atual,   que conte com a credibilidade do ouvinte.

O destaque da língua falada no esporte 18/05/2010

Posted by Maria Elisa Porchat in A Língua Portuguesa Adequada, Linguagem do Esporte, Radiojornalismo.
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A transmissão esportiva é um exemplo de pujança do português falado.  Há quem ligue o rádio, sem torcer para time nenhum, para ouvir a narração de um jogo, apenas pelo som da linguagem vibrante , criativa,  livre e solta.

Não é à toa que o brasileiro incorpora no seu linguajar expressões da crônica esportiva e apela para as metáforas futebolísticas em todo tipo de discurso e em qualquer situação: “com aquela resposta, ele empatou o jogo”, “conseguiu o dinheiro no último minuto do segundo tempo”, “eu e a torcida do Corinthians”, e muitas outras. 

No noticiário político, o vocabulário do futebol é usado no sentido figurado: “no jogo da política nacional a imagem que se tem é da retranca”. Sem falar nas falas do presidente Lula, repletas de figuras de linguagem do futebol, preferência que tem sido tema de artigos e livro.

Locutores criam bordões, diferenciam-se pela linguagem com o objetivo de transformar a narração num grande espetáculo.

Expressões constantes nos bate-papos, como – “aguenta, coração”, “animal”, “é fogo no boné do guarda”, “bola pra frente” “se liga”, “por que parou, parou por quê?” surgiram da criatividade e do carisma de profissionais do esporte.

Gramáticos se utilizam do contexto esportivo na escolha dos exemplos que ilustram os fatos da língua.

Tudo isso mostra a importância da comunicação no esporte pela sua penetração junto às massas, o que aumenta a responsabilidade do profissional na difusão de um português correto, para a identidade cultural do brasileiro.

A importância de ouvir o ouvinte 18/05/2010

Posted by Maria Elisa Porchat in Radiojornalismo.
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O radiojornalismo de São Paulo, que tem como principal bandeira a prestação de serviços à população, investe cada vez mais no setor de Atendimento ao Ouvinte, com os recursos tecnológicos de hoje, para estabelecer um canal eficiente de ligação com segmentos que representam sua audiência.

A melhor pauta do rádio, aquela que responde à inquietação de um número significativo de pessoas, surge de um cidadão em desespero. Ele já recorreu a órgãos públicos sem sucesso e apela para uma emissora de rádio para ter seu problema divulgado e muitas vezes resolvido. Uma Central de Atendimento ao Ouvinte no rádio deve buscar reduzir o tempo de espera do ouvinte na linha, para melhorar a qualidade do serviço e também crescer em quantidade de demandas e manifestações que chegam à rádio.

Ferramentas não faltam hoje para captar a aflição do ouvinte de rádio, a cada dia – e-mails, mensagens de texto, tweets, fax, além do telefone, que produzem um retrato da audiência da rádio, um norte para a reportagem.

Uma Central bem estruturada dá oportunidade ao jornalista de desempenhar seu papel social, lidando com cidadãos em dificuldade, sejam usuários insatisfeitos de um serviço público, ou contribuintes revoltados, consumidores furiosos, moradores inseguros, todos carentes de qualidade de vida. Atendê-los com paciência e interesse e encaminhar suas reclamações aos canais competentes resultam num aprendizado de jornalismo e de vida.

A crônica esportiva como referência de um bom português 13/05/2010

Posted by Maria Elisa Porchat in A Língua Portuguesa Adequada, Linguagem do Esporte, Radiojornalismo.
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A narração de uma partida de futebol é uma das manifestações mais vivas e coloridas da língua coloquial. Magnetiza ouvintes de diferentes faixas de idade e níveis socioculturais, que sorvem as palavras sobre times e jogos. Isso chama o profissional à responsabilidade de mostrar apreço à linguagem correta, procurando fazer da locução esportiva uma referência do português coloquial.

Para uma comunicação eficiente, esse profissional tem de casar correção com naturalidade. Deve se expressar de forma fácil, usual, firme, interessante, para uma comunicação eficiente. Identificando e superando as principais dificuldades da língua coloquial, o locutor estará habilitado para o bate-papo espontâneo e cheio de vida da crônica esportiva.

Desprezando o radicalismo gramatical desnecessário que possa comprometer a espontaneidade da linguagem esportiva, o blog vai apontar o que deve ser evitado, por ser considerado impróprio pelos gramáticos, mesmo para a linguagem informal.

Vamos desconsiderar regras cuja desobediência deixou de ser erro, segundo os gramáticos, pelo dinamismo da língua que se rende à tendência dos falantes. O objetivo são esclarecimentos a dúvidas e embaraços de forma geral. Excessos, impropriedades e erros gramaticais devem sejam freados, sem tolher a espontaneidade e a liberdade de expressão; a criatividade e a força da linguagem precisam ser preservadas e incentivadas com bom-senso e na medida certa; a forma de expressão procurada deve ser, além de correta, clara, forte e agradável aos ouvidos.

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