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Flipei de novo em 2015 07/07/2015

Posted by Maria Elisa Porchat in Atualidades, Diversos, Literatura.
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11693061_983041288381960_677781498_n Flipei de novo.Pela sétima ou oitava vez,  já perdi a conta. E a aqui vai minha costumeira peneirada, não se trata  de um resumo, mas de algumas  anotações  sobre a Festa Literária de Paraty.

Mário de Andrade tem um livro sobre uma expedição que fez e que foi tema de mesa – O Turista Aprendiz. Daí eu pergunto: não é   também  um turista aprendiz aquele que  frequenta a festa de literatura ? Porque tem interesse no que os autores convidados têm a dizer, mas também busca entretenimento, indo de um lado pra outro, da tenda pra Casa Folha, de lá pra Casa da Cultura, em seguida  aos musicais da Praça Matriz , não querendo perder nenhuma  mesa,  nem as  delícias da rua e da praia.

E o turista aprendiz sempre aprende. Fica sabendo  que um recepcionista de hotel em Paraty estranha quando um hóspede declara como profissão a de poeta,  que no entanto é um ofício que não dá descanso nem quando se dorme. Um trabalho que  exige rotina e disciplina.

Aprende que a literatura erótica mostra a precariedade humana e  que aqui no Brasil ela geralmente é de deboche, enquanto em outros países chega a ser trágica.

Que em relação ao luto, o esforço intelectual pode ajudar o sofredor e que o ato de escrever sobre a dor pode ser um dos caminhos para superar a perda da pessoa amada.

Fica sabendo a dimensão da força política de uma charge e que um desenho engraçado serve de  arma poderosa contra os opressores.

Que a alta matemática, não aquela que se aprende na escola, mas a dos sistemas complexos, tem beleza e dá prazer. Pode ser feita em qualquer lugar e em qualquer hora. Existem estereótipos e muita resistência do público  com respeito a essa área do conhecimento, conforme o depoimento dos premiados matemáticos que participaram da Flip.

Assustado,  o turista de Paraty toma conhecimento da situação complexa do narcotráfico no México, onde todas as áreas da sociedades estão corrompidas pelos cartéis de crime organizado numa rede complexa que une Europa, Estados Unidos e América Latina.

Aprende ouvindo a palestra do economista Eduardo Giannetti e do neurocientista Sidarta Ribeiro que estamos a caminho de entender a consciência, que existe sempre uma máquina biológica atrás da consciência e que somos sempre regidos por um mecanismo físico. Em certo momento Giannetti, que pesquisa as consequências éticas de nossas decisões e a origem da nossa consciência    lança  uma pergunta que fica sem resposta : o que fazer contra a crise civilizatória? Sobre a arte, Giannetti observa que ela tem que ser valorizada não do ponto de vista estético ou do entretenimento, mas do conhecimento humano e do reconhecimento de valores.

As historiadoras Lilia Schwarcz  e Heloisa Starling   que lançam  Brasil : uma biografia ensinam os curiosos da Flip que os sermões do Padre Vieira já falavam de corrupção  e que   a escravidão sempre foi o sistema estruturante na nossa história do Brasil, onde o racismo é dissimulado.

 

Foi oportuna a escolha do Mário de Andrade como homenageado, não só pelos 70 anos de sua morte, pela sua genialidade e por ser o mais atuante modernista , mas também por ter  valorizado as artes populares e  ter trabalhado na preservação do patrimônio cultural do território brasileiro.Dizia que o dia em que o Brasil olhasse para a arte popular seria um país melhor.Musicólogo, além de muito mais, ( ele mesmo escreveu Eu sou Trezentos, eu sou Trezentos e Cincoenta ) desbravou a música popular de raiz, os ritmos indígenas, as músicas africanas, os ranchos, as modinhas, as cirandas…. : a cara de Paraty.

A cidade de São Paulo esteve na berlinda nessa Flip numa pauta inspirada pelo livro Paulicéia Desvairada de Mário de Andrade. O historiador Bóris Fausto lembrou, saudosista e fazendo a plateia rir, da  São Paulo de antigamente, que em nada lembra a São Paulo de hoje, só melhorando no quesito – hospitais.

Uma  mesa  reuniu o jornalista Roberto Pompeu de Toledo que acaba de lançar mais um livro sobre São Paulo e Carlos Augusto Calil , autor de um livro a respeito do trabalho de Mário de Andrade no Departamento de Cultura da cidade. Falaram da época em que São Paulo era a capital da vertigem, do contexto da Semana da Arte Moderna de 22, dos salões literários e sobre a elite que se propunha a investir nas  necessidades de São Paulo, como na USP, no MASP, no MAM, na Bienal e até nos estúdios da Vera Cruz.

Na linha do pensamento de Mário de Andrade da cidade como território, o  antropólogo Antonio Risério e o poeta Eucanaã Ferraz debateram arquitetura e lamentaram que as grandes cidades hoje carecem de espaços de convívio e se caracterizam pela expansão,  segregação e a exclusão. O chão precisa ser compartilhável.  ”Não existe tragédia a caminho. A merda já aconteceu. Agora é remediar”.Para surpresa da plateia e de quem critica o Haddad na questão da ciclovia, o prefeito foi  elogiado por ser o primeiro a encarar o automóvel e a pensar na cidade do ponto de vista urbanístico.

Desvairada também começa a ficar   Paraty que, fora das festas,sempre foi pacata. Hoje sofre com registros  de violência,falta de infraestrutura   e vê seu patrimônio cultural e ambiental ameaçado.Uma passeata de moradores tomou conta da ponte no sábado, na frente da tenda, pedindo paz e segurança.

A crise política , como não poderia deixar de ser, surgiu em quase todas as conversas da Flip. Com muito mais perguntas do que respostas,  mediadores e plateia indagaram convidados sobre  o que vai acontecer  daqui pra frente e ninguém se atreveu a dar uma previsão. Houve  encontros  sobre política na Casa Folha .No primeiro, foram discutidas as razões da crise no governo Dilma. Por que degringolou ? O colunista Bernardo Mello Franco frisou as pedaladas nas contas públicas para disfarçar o desarranjo econômico e se reeleger. O coordenador nacional do MST ( Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto)  Guilherme Boulos,  depois de   atacar duramente o presidente da Câmara Eduardo Cunha por suas manobras políticas  para aprovar  projetos de seu interesse, criticou as estratégias do PT no governo e   o ajuste fiscal proposto  agora , penalizando o lombo dos mais pobres.

A Casa Folha também ouviu o cientista político Demétrio Magnoli sobre a situação do Brasil no cenário mundial. Ele criticou  o PT, Dilma e Lula por terem prometido um governo de ruptura com um regime social injusto e  ofereceu  um governo de restauração de uma política antiga, da era Vargas – patrimonialista , com um estado centralizador, apoiado por um grupo de empresários.Para ele,  a ruptura se deu com FHC. E agora, Magnolli, o que vai acontecer? Resposta : Não dá para saber.Ainda não apareceu nenhuma força política interessada em dialogar com a indignação popular.

Mas por que tanta política numa festa de literatura ? A  Flip sempre saiu do território literário para discutir assuntos diversos do interesse  público , tendo como critério a seleção de autores de bons livros. Mas neste ano viajou mais longe : falou de matemática, de neurociência, de narcotráfico e repito, muito de política.

Essa foi  a Flip da crise – a mundial com seus  conflitos, a brasileira que está num impasse , a de São Paulo desvairada e a de Paraty  insegura. Como afago, a poeta lisboeta Matilde Campilho que mora no Rio falou de poesia de um jeito que conquistou toda a Flip. Disse  que a crise vai passar mas até lá o caminho é de pedra. Mas se o mundo está arrebentado e o Brasil está arrebentado, na impossibilidade de salvá-los  sozinho, a poeta aconselha a  salvar cada momento, um minuto ou  segundo,  nos salvar e salvar  quem está do nosso lado.

Depois de ouvir a Matilde, ao turista aprendiz só restou ir à livraria  e comprar um livro de poesia. Que todos se salvem.

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Flip 2013 08/07/2013

Posted by Maria Elisa Porchat in A Língua Portuguesa Adequada, Atualidades, Literatura.
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FLIP 2010Flip 2013

Tento resumir o que ouvi  e vi ao  chegar  da Flip de Paraty. A cabeça volta um liquidificador ligado, depois de tanta informação e reflexão dos palestrantes. Procuro pôr no papel o que me marcou, o nome dos convidados interessantes, suas boas tiradas, para impedir que fujam imediatamente da minha memória.

Paraty esteve mais efervescente este ano com os protestos e passeatas que acontecem já há um mês. A organização do evento houve por bem acrescentar ao conjunto de mesas sobre poesia, romance e tudo o que se relaciona com literatura, alguns debates políticos, o que tornou a festa ainda mais pulsante. A escolha do homenageado, Graciliano Ramos, apesar de ter sido feita meses atrás, não poderia vir mais a calhar no contexto deste julho de 2013. Graciliano renovou a linguagem, foi altamente engajado na política brasileira da época, era um idealista e extremamente ético.

Começo pela poesia. Conheci a nova poesia, através de três jovens garotas poetas lindas tanto  no aspecto como nos versos cheios de profundidade : Alice Sant’Anna, Ana Martins Marques e Bruna Beber. Falaram dos seus encantos e desencantos com as palavras no momento da escrita. A utilidade da poesia ? É como uma varanda, onde se descansa e respira. Na poesia, um objeto sem graça como uma maçaneta ganha interesse e nos faz sonhar.

A poesia de rebeldia dos poetas Nicolas Behr e Zuca Sardan fez a plateia gargalhar  com  a  irreverência e verve crítica . Defenderam os versos  que vão contra as velhas ideologias e as regras rígidas. Nicolas, que mora em Brasília também quis protestar  e tirou  da mochila cartazes assim :

“A poesia pede passagem grátis”,“O Brasil acordou e a poesia concordou”, “ O poema lido jamais será vencido.

Para eles, o bom poema é aquele que machuca , que incomoda como as pedras do chão de Paraty.

O ponto alto da poesia declamada em Paraty saiu de uma dupla maravilhosa :  Cleonice Berardinelli, membro da Academia Brasileira de Letras tida como a maior conhecedora brasileira da obra de Pessoa e  Maria Bethânia.Pelos microfones, a cidade toda pôde se emocionar com os versos de Pessoa, com o entusiasmo  e atuação da professora Cleo  e com a atitude generosa, de  respeito e admiração  de  Bethânia  para com sua parceira de 97 anos.

Passando para a prosa, quais os limites dela? Segundo a escritora americana Lydia Davis e para o premiado irlandês John Banville não há. Cada um à sua maneira se distancia do realismo psicológico e fala sobre suas invenções, como a de habitar a mente de uma mosca.

Um novo modelo de romance histórico foi defendido pelo bósnio Aleksabder Hemon e pelo francês Laurent Binet.Como fazer para que milhões de judeus ou de soldados mortos  não sejam esquecidos ? Só através da imaginação oferecida pela literatura. É preciso a acrescentar algo à realidade e a chave do sucesso de um romance é a imaginação associada à investigação histórica.

A iraniana Lila Azam Zanganeh foi eleita nas conversas a musa da Flip 2013. Poliglota, conversou num português cheio de sotaque e charme com o poeta carioca Francisco Bosco sobre textos de prazer e de gozo.   Os de gozo somam ao prazer, a dor e a destruição da linguagem. São romances de transgressão, como Lolita de Nabokov, que representa o êxtase, a felicidade e o encantamento, principal objeto de estudo da iraniana que aos 26 anos começou a dar aula de literatura em Harvard.

Saindo da ficção, tive  orgulho de ver na Casa Folha minha sobrinha Silvia Bittencourt, jornalista radicada na Alemanha, apresentar e autografar seu livro A Cozinha Venenosa – um jornal contra Hitler. Durante três anos, Silvia superou desafios na pesquisa da história do Munchener Post, jornal que mesmo antes de Hitler tomar o poder já lhe fazia oposição vigorosa, tornando-se o maior inimigo nazista na imprensa, até ser fechado.

O escritor Rui Castro falou da sua experiência como biógrafo na Casa da Cultura. São 24 horas diárias de envolvimento com dos detalhes da vida do biografado. Ele chegou a procurar até a exaustão a marca da escarradeira que ficava na redação onde trabalhou Nelson Rodrigues.Para Rui Castro, o bom biógrafo é aquele que tem uma vida intensa e interessante.Só assim, consegue conversar com a vida do biografado.

A função da arquitetura foi debatida pelo crítico de arquitetura americano Paul Goldberger e pelo  premiado arquiteto português Eduardo Coutinho. Os processos e as intenções  de uma obra não são tão importantes quanto o resultado final.Tiradas : “Muitas casas que entraram para a história da arquitetura nunca foram habitadas.” “Ninguém almoça embaixo de um manifesto”.Niemeyer  ? O melhor e o pior na história da arquitetura brasileira. Fez com que o símbolo nacional fosse  a arquitetura do século XX, Brasília, mas pôs sombra em muitos talentos e não avançou.Passou a fazer cópias de si mesmo.

A política  foi o ponto forte da Flip 2013.Passeatas na rua, plateia agitada,  debates sobre as passeatas.Gilberto Gil  conversou com Marina de Mello e Souza sobre a defesa do patrimônio histórico  e cultural de Paraty.Falou da necessidade de se achar um equilíbrio entre os interesses locais e os globais e que cabe às autoridades encontrar esse equilíbrio. Mas “o Estado deixou de representar o interesse público e passou a representar o interesse privado”.

A jornalista Eliane Cantanhede, Na Casa Folha, fez a defesa do lado bom e romântico de Brasília, que a imprensa geralmente ignora. Só a roubalheira vira notícia. Comentou a importância dos protestos, com a ressalva de que se o Brasil está nas ruas é porque  melhorou.

Três mesas sobre as passeatas foram inseridas a toque de caixa na programação desse ano.A primeira – Narrar a rua – tratou da nova mídia das redes sociais responsável pela mobilização  maciça nas ruas. Dela participou o produtor cultural Pablo Capilé, responsável pela criação do N.I.N.J.A ( Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação ) que com um laptop e outros aparelhos conectados ao  iphone conseguiu cobrir as manifestações, de dentro das passeatas, com grande repercussão entre os jovens. A transmissão não faz filtro, não faz edição, o que levou a mesa ao questionamento do papel da imprensa tradicional durantes as passeatas. Junto com o diretor Marcus Faustini,  Capilé criticou governos e a Polícia, provocando longos aplausos. O  N.I.N.J.A é ligado a grupos militantes, a maioria do movimento Fora do Eixo, que promove músicos, bandas e debates.

A segunda mesa política – Da Arquibancada às ruas – lembrou a ideia fixa que o poder tem por grandes monumentos e estádios. O movimento Passe-livre , que é pequeno, mas antigo e persistente, percebeu que a máquina falsificada da democracia falhava e quando conseguiu amansar a Polícia, fez o movimento crescer.A mesa reuniu o filósofo Vladimir Safatle e o psicanalista Tales Ab’Saber que conectaram os eventos recentes a um momento internacional de questionamento da política e da democracia. Mais uma vez foi lembrada a falta de representatividade popular e que a violência da Polícia mostra o seu despreparo para a democracia.

Inflamada foi a  plateia no terceiro debate sobre polícia que juntou o economista André Lara Resende e o filósofo Marcos Nobre Eles  concordaram com a falta de representação política, mas discordaram sobre os motivos dos protestos.Para Lara Resende – a origem esteve no fato de o Estado sugar a renda nacional e não devolver em serviços de qualidade. Para Nobre, pelo peemedebismo, blindagem do sistema político contra as formas de transformação da sociedade. Acabou sobrando vaia para o mediador William Waack, representante da Rede Globo que não se furtou a defender sua posição: “movimentos sociais sem clara definição provocam menos mudança do que as esperanças despertam”.

De tudo o que ouvi sobre política, se existe consenso é na falta de representatividade do povo, que hoje quer bem-estar e respeito pela cidadania. Aprofundando a democracia, chegaremos a um novo modelo de sociedade.

Fecho o resumo com o homenageado Graciliano Ramos, cuja vida e obra era lembrada  antes de cada palestra, o que me fez matar um pouco a saudade dos meus tempos de Letras na USP. Já tinha quase me esquecido do que constatei na época ao ler São Bernardo e Angústia, da sua ironia e da busca obsessiva pela concisão, pelo silêncio e pela do excesso. Foi clássico no sentido do rigor de linguagem e moderno, por ser provocativo e pouco harmonioso. Embora ateu, dizia que a Bíblia era o melhor livro que já tinha lido.

A infância de Graciliano foi marcada pelas agruras do sertão e desde cedo se libertou da repressão através dos livros que lia. Adulto, marcou seu trabalho na Prefeitura de Palmeira dos Indios pelo senso ético, pela coerência de princípios e pela honestidade. A Flip enfatizou que o legado de Graciliano foi o despertar do espírito crítico e que é preciso uma dose diária de Graciliano na comunicação de hoje.

Pincelei um pouco do que vi e ouvi nesses  4 dias de Flip. Lá, foi muita coisa, sempre corria de um lado para outro, com a sensação de que estava perdendo algo em alguma parte da Festa. Acho que faltou mais  caipirinha na praia. Fica para o ano que vem.

Sugestão de leitura 21/08/2012

Posted by Maria Elisa Porchat in Atualidades, Literatura.
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Li bons livros no semestre que passou. Gosto daqueles que me trazem prazer e conhecimento do mundo, da história e do homem. O Tempo entre Costuras, best-seller espanhol, primeiro romance de Maria Dueñas fez isso, contando sobre os bastidores da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial.

 A Lebre com Olhos de Âmbar, autobiografia do ceramista inglês Edmund de Waal, me ensinou sobre arte em geral. Apresenta também a cultura japonesa e a perseguição aos judeus na Rússia e na Europa, no início do século passado, que culminou com os horrores da Segunda Guerra Mundial. 

A Elegância do Ouriço, da francesa Muriel Barbery, achei espetacular. Demorou um pouco para me prender. Precisei recomeçar, é um livro que   exige  ser saboreado bem devagar,que alguns trechos sejam relidos, para entender a filosofia que sai da boca de  uma  concierge  parisiense, de um  cineasta oriental e de uma adolescente superdotada, num edifício chique  francês. Em comum nos três personagens, muita cultura e sensibilidade.

Uma delícia foi ler o romance policial – O Rio e o Mar, de Miguel Reali Jr, cuja trama se passa em Itanhaém, cidade do litoral de São Paulo, onde eu passei grande parte da minha vida. É lá que acontecem os crimes que um delegado em início de carreira tem que desvendar. Revi  nas páginas o  Hotel Polastrini, a Praia do Sonho, a Prainha, e o encontro do rio e o mar.

Saindo da ficção, vale a pena ler A Soma e o Resto de Fernando Henrique Cardoso. Comprei o livro buscando uma autobiografia do ex-presidente e encontrei muito mais – o mundo, a América do Sul e o Brasil na visão de FHC, ao completar 80 anos. 

 

 

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